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'Quem Ama Inventa'
Quem ama inventa as coisas a que ama... Talvez chegaste quando eu te sonhava. Então de súbito acendeu-se a chama ! Era a brasa dormida que acordava...
Era um revôo sobre a ruinaria, No ar atônito bimbalhavam sinos, Tangidos por uns anjos peregrinos Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente O palpitar de nossos corações Batendo juntos e festivamente, Ou sozinhos, num ritmo tristonho... Ó! meu pobre, meu grande amor distante, Nem sabes tu o bem que faz à gente Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Mário Quintana
Tratamento das nuances vitais do Ex-sistir Estética, poética, eidética Abstrata, retrata, consagra O caminho natural banhado de elixir Pelo qual perpassa o aprendiz Técnica do Além, valoriza o que tem Acorda o senhor seduzido pela dor Recorda a preciosidade da vida E seu vão desperdício em lágrimas Reeduca sobre as falhas do primeiro rascunho Reenfoca os êxitos marcados em cunho Impinge a ereção da espada em punho A derrubar espinhos – oh! Chaga humana!
 Só, no vão do esquecimento Desminto minha alma, meu ser Perceber é-me grande tormento Mutila e deforma o que sei do viver
Pele, ossos, carne Oxalá isso me humanizasse Mas pungente é a navalha que corta meu pensamento. Ah! Se a dor acabasse...
Busco na infância um momento alegrre Algo que ludibrie o cotidiano Que me faça esquecer o motivo inconteste
Motivo pelo qual não me amo Pois não pertenço a este mundo agreste E prisioneira nesta mente desando. ~
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